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Obsessão se trata de uma ideia fixa sobre alguma coisa, demonstrando um apego exagerado a tal objeto. Derivado do latim obsessĭo, é um início de persistência doentia sobre algo. Apesar do incômodo que causa,

o obsessivo não acredita que está fazendo qualquer mal a alguém.

 

É preciso deixar claro que esse tipo de tendência acaba abrindo margem para que algum tipo de agressão surja. Os pensamentos e sentimentos se transformam, de maneira que a percepção real do mundo fica nublada. Ou seja, tudo aquilo de danoso que a pessoa faz, para ela não é condenável ou segurado graças aos seus impulsos.

Existe um caráter compulsivo que, dada à sua natureza, acaba prejudicando o próprio obsessivo mesmo que ele saiba disso. Muitos casos se mostram tão graves que isso abre as portas para que se transforme em uma neurose.

 

Tipos de obsessão

 

Existem diversos tipos de obsessão, tanto por sua origem, quanto por sua finalidade. Por exemplo, a alimentação pode ser alvo de um hábito obsessivo, mudando a forma como alguém se relaciona com a comida. Nesse caso, como consequência, pode resultar em anorexia e/ou bulimia, afetando sua forma de se alimentar.

Algumas das obsessões estão ligadas diretamente ao modo de vida de alguém, com seus rituais e manias cotidianas. Nisso citamos o TOC, que se destrincha em outras variadas manifestações de apego excessivo a comportamentos. Alguns fatores genéticos, neurobiológicos e sociais também influenciam na deformação desse caminho.

Dados

De acordo com um compilado de pesquisas, 1 em cada 4 pessoas desenvolverá algum tipo de obsessão durante a vida. Até o momento foram catalogados, mais ou menos, 365 tipos de transtornos mentais. Com isso, além de desenvolverem níveis variados, podem direcionar suas obsessões a diversos objetos.

No Brasil mesmo cerca de 12% da população precisa de assistência médica quanto à saúde mental. Isso se resume a 23 milhões de pessoas com algum tipo de declínio mental e que não são acompanhadas adequadamente.

A nível mundial, a porcentagem de casos envolvendo doenças mentais chega a 13%. Como alguns países possuem estrutura de saúde melhor do que outros, a forma de lidar com isso conta bastante ao tratamento. Enquanto algumas regiões possuem fácil acesso ao acompanhamento, outras sequer contam com sistema de saúde eficiente.

Sinais

Caso esteja em dúvida quanto à manifestação da obsessão, se manter atento a alguns sinais ajuda bastante. Os obsessivos costumam ter alguma linearidade, algo que torna mais fácil reconhecê-los. Dentre os sintomas de sua condição, citamos:

Pensamentos agressivos para si ou outras pessoas

Chega a ser incômoda a violência contida em sua forma de refletir sobre algumas coisas. Embora essa emoção mais violenta não ultrapasse muitas vezes a barreira do pensamento, se nota a forma como os obsessivos se comportam em relação àquilo que se apegam.

 

Pensamentos de atração e repulsão, gerando certa culpa

 

Os obsessivos lutam constantemente contra si mesmos por causa da forma como pensam e agem. É bastante comum que tentem reprimir pensamentos ligados à perversão, violência e sexo e tentam abraçar a religiosidade.

 

Organização

 

A simetria possui um papel importante a esses indivíduos pois, além de tudo, dá a sensação de controle. Por conta disso não é incomum encontrar seus pertences pessoais em mais alta organização. Caso conheça alguém com essa característica, evite qualquer conflito proveniente do desalinhamento de suas coisas, evitando assim brigas desnecessárias.

 

Perspectivas

 

A obsessão é vista de variadas formas, especialmente quando olhamos a essa questão do ponto de vista religioso. Isso porque algumas religiões descrevem a existência de espíritos que se apegam ao plano terreno e as pessoas nele. Com isso, ficam presos a este plano quando, naturalmente, deveriam fazer suas passagens, algo que é negado.

 

A obsessão na arte

 

O cinema trabalha constantemente a temática da obsessão como pano de fundo de suas produções. Em geral, é associado aos vilões dos filmes, servindo de combustível para combaterem os protagonistas. Claro, existem as manifestações “benignas”, mas o lado obscuro dessa postura acaba rendendo material de discussão ao longo do tempo.

Em 1990 chegou aos cinemas Louca obsessão, estrelado por Kathy Bates e James Caan. James interpreta um escritor em apuros numa região isolada, sendo salvo por Annie, sua maior fã. Assim que descobre que sua personagem favorita morrerá, seu lado obsessivo e ensandecido vem à tona, ameaçando a vida dele.

 

Tratamento para a obsessão

 

Lidar com a obsessão não é uma tarefa tão fácil quando isso é feito de maneira isolada. Sem um acompanhamento adequado de um profissional e pessoas próximas, o indivíduo continuará a enfrentar os bloqueios que sua vida carrega. Por isso que se mostra fundamentalmente recomendável:

 

Terapia Comportamental

 

Esse tipo de terapia é capaz de reorganizar o comportamento nocivo que o indivíduo tem apresentado até aqui. Isso porque é capaz de mudar a sua percepção e clarear o problema de um modo mais consciente. Gradativamente entende como seu comportamento prejudicial afeta a vida de qualquer um ligado a você.

 

Remédios controlados

 

Se for necessário, remédios serão receitados para ajudar no recondicionamento do indivíduo. Antidepressivos e remédios para a ansiedade ajudam a regular as sensações resultantes de sua postura inadequada. Somente um psiquiatra regularizado pode indicar e passar uma receita personalizada.

Considerações finais sobre obsessão

A carga negativa que a palavra obsessão tem se estende até a presença do seu nome, independente da intenção. Apegar-se com muita força a qualquer coisa é sinal de que sua estrutura interna precisa ser revista. Gradativamente, com toda a certeza, qualquer relacionamento que tenha construído será afetado de maneira profunda.

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