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Sensivelmente dos 12 aos 55 anos, a mulher sofre a cada mês com a menstruação. Tem de ser, certo? Ainda estamos à espera que inventem um chocolate que acabe instantaneamente com as dores menstruais. Até lá, vamos tentar entendê-la?

O que é o GRANDE M?

Consegue responder imediatamente a esta pergunta? Devia… deixe lá, fizemos o trabalho de casa por si. “A menstruação é uma hemorragia genital habitualmente cíclica. Na sua 1ª ocorrência marca o início da idade reprodutiva da mulher – menarca. Mais tarde, irá assinalar o final da atividade reprodutiva hormonal dos ovários – menopausa”.

“O ciclo menstrual é composto por dois ciclos internos (o ovárico e o uterino) e por 4 fases (pré-ovulação, ovulação, pré-menstruação e menstruação) – muitas vezes reduzidas a duas para simplificar: ovulação e menstruação”, continua Patrícia Lemos, educadora menstrual e para a fertilidade. “Cada ciclo inicia-se com a segregação de uma hormona que estimula os ovários para a libertação de um óvulo.

Até à ovulação, os níveis de estrogénio vão subindo, encorajando o revestimento uterino a crescer. Nesta faze, preparam-se para receber um óvulo fecundado. Após a ovulação, inicia-se a segregação da progesterona que vai predominar até à menstruação”. Assim, um ciclo menstrual saudável resulta da boa interação entre as hormonas que integram o ciclo. Lição estudada!

SPM (OU TPM)

Estudos mostram que, 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período pré-menstrual. Em 52% os sintomas interferem drasticamente no humor, no comportamento e no organismo; mas números eram escusados quando o sentimos mensalmente na pele.

Com três letrinhas apenas se escreve uma das palavras que mais aterroriza mulheres (e alguns homens…). Mas pode haver uma (ou mais) explicações – e soluções! – para o seu Síndrome pré-menstrual também ser sinónimo de “Salvem-me de dar Porrada no Mundo”.

“Em 2015, o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia lançou novas diretrizes sobre o ciclo menstrual, fazendo saber médicos, técnicos de saúde, mulheres e pais de jovens e meninas, que este precisa ser olhado como o 5º sinal vital de saúde; isto é, como um indicador interno do estado geral de saúde da Mulher”, afirma Patrícia Lemos.

Hoje sabemos, por exemplo, que o nosso cérebro funciona de forma distinta nas diferentes fases do ciclo. Isso prende-se com a assinatura hormonal de cada uma delas e do seu impacto a nível neurológico. Não comunicamos, não nos focamos, não nos mexemos nem aprendemos da mesma forma quando estamos num pico de estrogénio ou numa fase pré-menstrual (na qual a progesterona predomina).

“Quanto à “famosa” TPM”…

Como explica a educadora menstrual, “existem cerca de 150 sintomas listados (físicos e de âmbito psicoemocional) pelo que não é difícil acreditar que a maioria das mulheres apresente queixas. As mais comuns vão desde alterações gastrointestinais, náuseas, dor de cabeça, de costas, nas articulações, irritabilidade e choro fácil. Um corpo em equilíbrio (e neste “equilíbrio” devemos incluir fatores físicos, psicoemocionais, de estilo de vida, alimentação, sono, gestão de stress, exercício físico, etc.) não tem por que apresentar TPM, pelo que a mulher deve identificar quais os sintomas que se manifestam e envidar esforços para corrigir os comportamentos que os espoletam”.

As dores menstruais, afirma a especialista, ‘normalmente cedem’ com uma alimentação equilibrada (onde haja eliminação de açúcares refinados, lácteos e álcool) e uma hidratação correta.

O copo meio cheio

Certamente já ouviu falar dele, mas a ideia de trocar o seu adorado tampão ou penso por um copo menstrual simplesmente não lhe parece correta… Ou então está só com vergonha de perguntar pormenores.

Também nós, até que lemos as seguintes informações. Ao contrário dos absorventes tradicionais descartáveis, este novo método não aumenta o risco de certas doenças, como infeções urinárias e ginecológicas, indica um estudo realizado em 2011, na Universidade da Beira Interior, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Ginecologia.

Outro estudo, trazido pela marca de higiene feminina Intima, questionou 1.500 mulheres sobre como é que os períodos mudaram desde que trocaram os tampões pelo copo menstrual. 26% das inquiridas destaca que as suas vidas sexuais melhoraram desde esta mudança. E não só: cerca de metade (46%) diz dormir melhor desde esta troca…

Hoje não, estou com o período

De acordo com uma pesquisa feita pela Nana, uma fabricante francesa de produtos de higiene feminina, 80% das mulheres entrevistadas não faz sexo ‘naqueles dias’ em circunstância alguma; 75% foge das relações sexuais tanto quanto pode e 46% nem dormiria na casa de uma amiga durante este período. Por contraste, um terço de homens estaria à-vontade para o fazer, segundo um estudo da Menshealth.com…

Para Mariagrazia Marini Luwisch, psicóloga e psicoterapeuta de Lisboa, “o dilema é mais na esfera psicológica-emocional do que na técnica”. “Muitas mulheres sentem-se “sujas” e ainda pensam que a menstruação despoetize o sexo. Há quem deixe de fazer sexo por nojo do sangue, por tabus ou por achar que não faz muito bem. O sangue menstrual não é sujo, é apenas um acontecimento natural na vida de qualquer mulher”.

Dúvidas restassem, a especialista esclarece: “Ter relações sexuais durante a menstruação não é prejudicial, nem inadequado, nem imoral”. e Pelo contrário, pode “ser benéfico por diminuir as cólicas menstruais. Ainda, pode ser prazeroso, pois a região vaginal e diversas áreas erógenas no corpo ficam mais sensíveis durante esta altura e há melhor lubrificação”. Ainda com dúvidas?

Ponha este peso nos ombros

“É natural sentir-me mais cansada quando faço desporto menstruada?”, interrogou-se você mil vezes à saída do ginásio. A resposta é clara: sim, porque, ao haver hemorragia perde-se ferro. Além disso, as células musculares têm mais dificuldade em captar o que resta. Por outro lado, está provado que um dos segredos para que os períodos sejam menos dolorosos é sair e mexer-se. Porquê? Porque o exercício físico liberta endorfinas, que são conhecidas como as hormonas da felicidade. Além disso, estão relacionadas com o alívio da dor e o relaxamento muscular. São os analgésicos naturais do organismo.

Além disso, não há nada que a impeça meeeeeesmo de praticar desporto (por muito que o tenha escrito na caderneta de justificações da escola…). “O fluxo menstrual não interfere na atividade desportiva normal”, garante António Pedro, médico especialista em Medicina Desportiva da Walk’in Clinics.

“Uma mulher na fase menstrual tem menos capacidade de desempenho e isso reflete-se no gasto energético. Mas uma coisa é a atividade física regular, outra coisa é a competição e a alta competição”. E só nesta última o médico aconselha utilizar, por exemplo, um contracetivo que impeça a menstruação. Por isso, e a não ser que se chame Telma Monteiro, não há motivos para fazer soar o alerta vermelho!

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